sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Desigualdade e transferências

Via Matthew Iglesias. O post em si inclui uma discussão interessante sobre os padrões recentes de desigualdade nos EUA e na Europa. Esse post aqui do Mark Thoma também faz isso.

Em tempos de eleições, é instrutivo ver o poder da política pública em reverter as desigualdades criadas pelo mercado.  

2 comentários:

Juan disse...

É este exatamente o ponto de fazer muito mais sentido investir em programas como o bolsa família (que sao muito mais focados na diminuicao da desigualdade) do que em incentivos fiscais e/ou subsidios de crédito para empresas que teoricamente trariam externalidades positivas ao Brasil. Por isso acho um certo absurdo o governo investir 15 vezes mais no BNDES (principalmente do jeito que ele tem feito) do que no bolsa familia. Mas me corrija se eu estiver errado.

Arthur disse...

Juan, o governo nao investiu 15 BFs no BNDES.

Suponha que o governo coloque 1 real no BNDES. O BNDES remunerará esse real com juros de 5% e o custo de oportunidade desse real é uns 12% (+- a taxa de juros sobre os CDIs). Logo, o custo fiscal (=investimento do governo no BNDES) implícito na operação é de 7 centavos e nao de 1 real.

Isso significa que o governo precisa ter R$300bi no BNDES tornar o custo fiscal anual do seu 'investimento' no BNDES equivalente ao gasto com 1 BF.

O custo economico dos 'investimentos' é muito mais complicado de ser computado como meus posts anteriores atestam. Isso obviamente torna difícil fazer uma análise do custo/benefício de subsidiar crédito versus gastar com distribuicao.