Via Matthew Iglesias. O post em si inclui uma discussão interessante sobre os padrões recentes de desigualdade nos EUA e na Europa. Esse post aqui do Mark Thoma também faz isso.
Em tempos de eleições, é instrutivo ver o poder da política pública em reverter as desigualdades criadas pelo mercado.
Em tempos de eleições, é instrutivo ver o poder da política pública em reverter as desigualdades criadas pelo mercado.

2 comentários:
É este exatamente o ponto de fazer muito mais sentido investir em programas como o bolsa família (que sao muito mais focados na diminuicao da desigualdade) do que em incentivos fiscais e/ou subsidios de crédito para empresas que teoricamente trariam externalidades positivas ao Brasil. Por isso acho um certo absurdo o governo investir 15 vezes mais no BNDES (principalmente do jeito que ele tem feito) do que no bolsa familia. Mas me corrija se eu estiver errado.
Juan, o governo nao investiu 15 BFs no BNDES.
Suponha que o governo coloque 1 real no BNDES. O BNDES remunerará esse real com juros de 5% e o custo de oportunidade desse real é uns 12% (+- a taxa de juros sobre os CDIs). Logo, o custo fiscal (=investimento do governo no BNDES) implícito na operação é de 7 centavos e nao de 1 real.
Isso significa que o governo precisa ter R$300bi no BNDES tornar o custo fiscal anual do seu 'investimento' no BNDES equivalente ao gasto com 1 BF.
O custo economico dos 'investimentos' é muito mais complicado de ser computado como meus posts anteriores atestam. Isso obviamente torna difícil fazer uma análise do custo/benefício de subsidiar crédito versus gastar com distribuicao.
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